terça-feira, 19 de setembro de 2017

[Vídeo] Homem tenta assaltar banco em Olinda com garrafa plástica

Ledenilson Marques Soares foi detido após invadir a agência com o objeto e ser impedido pelo vigilante
Homem preso em Olinda após tentar assaltar banco com garrafa plástica
Homem preso em Olinda após tentar assaltar banco com garrafa plásticaFoto: Divulgação/PF
Um homem foi preso na tarde da última segunda-feira (18) após tentar assaltar - usando uma garrafa plástica para fingir ser uma arma sob a roupa - uma agência da Caixa Econômica Federal de Olinda, na Região Metropolitana. O pedreiro Ledenilson Marques Soares, 46 anos, estava bêbado e invadiu o banco por volta das 14h mencionando estar armado e anunciando o assalto.

Ledenilson pedia o dinheiro do caixa batendo violentamente em um dos guichês. O vigilante da agência aproveitou um descuido do suspeito e, após imobilizá-lo, verificou a ausência de arma de fogo, constatando a presença da garrafa por baixo das vestimentas dele. A ação durou cerca de quatro minutos.

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No interrogatório, o pedreiro afirmou ser morador de rua e ter atendido à sugestão de um amigo que o incentivou a assaltar a agência por "estar precisando de dinheiro". Ledenilson foi encaminhado à sede da Polícia Federal onde foi autuado em flagrante por tentativa de assalto e passará pela audiência de custódia nesta terça-feira (19) na Justiça Federal.

Estatísticas
Neste ano, foram nove assaltantes presos e duas quadrilhas desarticuladas em investidas contra agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios. 

Homem preso em Olinda após tentar assaltar banco com garrafa plástica

Metalúrgicos realizam paralisações de advertência em várias fábricas do Estado

Em Pernambuco á são mais 20 mil demissões no Estado desde 2014, mais de quatro mil somente no primeiro semestre
naval
navalFoto: divulgação
A indústria metal-mecânica já chegou a empregar cerca de 80 mil pessoas no Estado no começo dos anos 2000, mas essa capacidade de geração de vagas está se exaurindo. Desde 2014, o Sindicato dos Metalúrgicos do Estado (Sindmetal-PE) contabiliza aproximadamente 20 mil demissões nas empresas do setor em Pernambuco - 4,2 mil apenas no primeiro semestre deste ano. Pelo menos 20 empresas locais do segmento fecharam as portas desde 2014, sem contar as que reduziram drasticamente os seus quadros em razão da queda da demanda. 

Junto com as oportunidades, os antes atrativos salários do setor também ficaram mais restritos. Se o emprego de soldador já chegou a ser sinônimo de empregabilidade e bons salários no Estado, atraindo centenas de jovens que disputavam vagas em cursos de formação da área, hoje, quem consegue uma oportunidade encara um “salário inicial de pouco mais de R$ 1,6 mil na solda naval - uma das melhores remunerações, que chegava a mais de R$ 2 mil de salário inicial”, segundo o presidente do Sindmetal-PE, Henrique Gomes. “Em empresas com menos de 70 funcionários, o piso fica em pouco mais de R$ 1 mil”, apontou, explicando que muitas empresas criaram cargos intermediários de auxiliares e ajudantes para pagar menos.

As restrições também atingem quem conseguiu manter o emprego. Em crise, as empresas começaram a cortar benefícios como participação nos lucros e outras bonificações, a exemplo do auxílio faculdade. “Em alguns casos, mudaram o plano de saúde para um de qualidade inferior”, denunciou Gomes. Para não assistir ao esvaziamento total do segmento, os metalúrgicos querem garantias. 

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Em plena campanha salarial, pedem a estabilidade de, pelo menos, um ano no emprego, além de reajuste salarial de 9,1%, cesta básica e outros benefícios. Esta semana, a categoria realiza paralisações de advertência em várias fábricas do Estado. Nesta segunda-feira (18), eles cruzaram os braços por cerca de duas horas em três empresas: Gerdau (500 funcionários; Musashi (500 funcionários) e estaleiro Vard Promar (1,3 mil funcionários). Até o fim desta semana, novas manifestações devem acontecer em outras empresas do segmento. 

O movimento dos trabalhadores também se opõe à implantação das regras da reforma trabalhista, interpretada por eles como a 'supressão de direitos'. Dizem que os patrões querem restringir o uso dos refeitórios e o pagamento de horas extras, entre outros. “As empresas estão oferecendo 1% de reajuste salarial para salários até R$ 4,3 mil, algo que não cobre nem a inflação, e R$ 43 de ajuste para salários acima desse valor", listou o presidente do sindicato. "Também defendemos a manutenção de garantias para funcionários pré-aposentados, com mais de sete anos de empresa e para os que têm doenças relacionadas ao trabalho que aumentaram nos últimos anos”. 

Indústrias
Indústria de base, o segmento metal-mecânico representa atualmente 10,7% do Produto Interno Bruto da indústria de transformação, de acordo com a Federação da Indústria do Estado. Essa participação já chegou a 20%, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas do Estado (Simmepe), Sebastião Pontes. 

A perda de força é fruto da desaceleração econômica, cujos efeitos nocivos foram intensificados no Estado em razão da crise da Petrobras, com rebatimentos nos negócios da Refinaria Abreu e Lima e dos estaleiros locais. Além disso, outro componente para o esvaziamento do setor foi a desaceleração da construção civil, cuja demanda também movimentava a fabricação de estruturas metálicas. 

“As empresas de Pernambuco continuam em dificuldades. A chegada do Polo Automotivo não foi suficiente para suprir a demanda, considerando que ainda temos dois estaleiros que estão quase fechando. O Governo do Estado até tentou estimular arranjos produtivos, mas não é eficiente porque não há demanda”, avaliou Pontes. 

Além dos arranjos produtivos, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado informou que "vem acompanhando as dificuldades do setor e que existem tratativas recentes entre o governador Paulo Câmara e o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, com o BNDES, no sentido de garantir o planejamento a curto e médio prazo do polo naval instalado em Suape".

A situação das empresas, segundo o Simmepe, reverbera nas condições precárias dos trabalhadores. Para o vice-presidente do Simmepe, Alexandre Valença, o setor metal-mecânico, que precisou investir alto para fornecer peças de alta complexidade, como o setor naval, retroagiu. "Voltamos no tempo mais de 20 anos. Muitas empresas estão sucateadas, sem condições de operar”, avaliou. 

[Vídeo] Taxistas protestam no Recife por mais fiscalização no Uber

Motoristas entregarão dossiê com 60 páginas relatando as irregularidades do aplicativo ao Ministério Público
Manifestantes fazem enterro simbólico do táxi em Olinda
Manifestantes fazem enterro simbólico do táxi em OlindaFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
Um protesto de taxistas teve início por volta das 7h30 desta terça-feira (19), na frente do Classic Hall, no Complexo de Salgadinho, em Olinda, e no Cais José Estelita, no Bairro de São José. Os motoristas seguem para a sede do Ministério Público, onde esperam entregar um dossiê de 60 páginas relatando todas as irregularidades da Uber. O material demorou 8 meses para ser confeccionado.

Na sede do MP, os taxistas serão recebidos pelo promotor Humberto Graça, responsável pela pasta de transportes. Utilizando um caixão com uma placa luminosa característica dos veículos, os motoristas fazem um enterro simbólico de um táxi. O ato faz parte de uma manifestação nacional em várias cidades do país.

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Os taxistas pedem mais fiscalização para o transporte de passageiros em carros particulares, como o oferecido pelo aplicativo Uber, chegando a chamá-lo de câncer. “O movimento pede que o Ministério Público resolva a questão que envolve taxistas e motoristas de Uber”, relatou o membro do Sindicato dos Taxistas, Eládio Amorim.  

O protesto foi dividido em dois pontos para facilitar o deslocamento dos taxistas de outras áreas da Região Metropolitana do Recife. Segundo o sindicato, pelo menos 100 carros já estão reunidos e outros virão. Até então a movimentação não atrapalha o trânsito na região do Cais José Estelita. Os taxistas serão escoltados pela CTTU. Por ser um movimento pacífico, esperam seguir em fila única para não atrapalhar a população.

Mais informações em instantes.

Manifestantes fazem enterro simbólico do táxi em Olinda

Polícia Civil prende dupla que confessa ter roubado veículo na Zona Norte do Recife

Detalhes das prisões, ocorridas em Paulista, no Grande Recife, na sexta (15), foram divulgados nesta segunda (18). O veículo roubado e a arma utilizada foram apreendidos.


Homens armados assaltam passageiros de carro no Rosarinho, na Zona Norte do Recife
A Polícia Civil prendeu, na sexta-feira (15), dois homens suspeitos de praticar crimes de receptação, associação armada e associação de veículos. Segundo a corporação, a dupla foi presa no bairro do Janga, em Paulista, no Grande Recife, e confessou ter roubado um carro no dia 9 de setembro, na Avenida Santos Dumont, entre os bairros dos Aflitos e do Rosarinho, na Zona Norte do Recife. Os detalhes foram divulgados em coletiva de imprensa nesta segunda (18). (Veja vídeo acima)
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Mauro Cabral, o levantamento dos dados do carro utilizado para praticar o assalto começou a ser feito logo após o registro da ocorrência. “A partir desses dados do veículo, fomos avançando na investigação até chegarmos na abordagem que culminou na prisão da dupla”, explica.
Ainda segundo Cabral, o veículo roubado e a arma usada durante a investida criminosa foram apreendidos. Após a prisão da dupla, a Polícia Civil trabalha para investigar outros casos praticados na área em que ocorreu o assalto. “Recebemos informações de que eles atuavam do mesmo modo na área”, afirma.

Entenda o caso

A investida criminosa ocorreu na noite de 9 de setembro, na Avenida Santos Dumont, na Zona Norte do Recife. Enquanto o motorista aguardava a abertura do portão da garagem de um edifício, dois homens se aproximaram do veículo e anunciaram o assalto. Um deles estava armado durante a abordagem. A ação durou menos de um minuto.

Suspeitos de balear jornalista em Caruaru seriam foragidos de Alcaçuz, no RN, diz secretário

Trio foi preso nesta segunda (18) na zona rural de Caruaru. Um quarto suspeito foi morto durante uma troca de tiros com a polícia no momento das prisões, segundo o secretário de Defesa Social de PE, Antônio de Pádua.

Secretário de Defesa Social fala sobre tiroteio que atingiu jornalista da TV Asa Branca
Os três suspeitos do tiroteio que atingiu o jornalista Alexandre Farias, baleado na noite do sábado (16) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, que foram presos na zona rural do municípiovieram do Rio Grande do Norte. De acordo com o secretário estadual de Defesa Social Antônio de Pádua, durante coletiva de imprensa realizada no Recife na noite desta segunda (18), o trio seria foragido da penitenciária de Alcaçuz. (Veja vídeo acima)
“A princípio, pelas informações que nós temos os assaltantes são todos do Rio Grande do Norte, possivelmente sabemos que eles são fugados [sic] ou que estão cumprindo regime semiaberto. Todos são acusados de homicídios, de assaltos e receptação e tráfico de entorpecentes. Eles seriam foragidos da penitenciária de Alcaçuz e estariam praticando assaltos e cometendo outros crimes em Caruaru”, afirma o secretário referindo-se aos três homens presos, que têm idades de 20, 30 e 32 anos.
Depois de serem conduzidos a uma delegacia, os três homens ficam à disposição da Justiça para uma audiência de custódia. As prisões, segundo Pádua, ocorreram a partir da divulgação dos retratos-falados dos suspeitos. “Já havíamos deslocado a aeronave da SDS para o município e, enquanto ela sobrevoava o sítio, foi recebida a tiros”, conta o titular da pasta, Antônio de Pádua. Ao revidar os tiros, os policiais que sobrevoavam a área atingiram um dos suspeitos, que morreu no local. “A equipe que avançou por terra prendeu três pessoas armadas”, explica.
Questionado sobre a compatibilidade entre as armas apreendidas e o projétil que atingiu o jornalista da TV Asa Branca, afiliada da TV Globo em Caruaru, Pádua afirmou que os armamentos serão submetidos a uma perícia para avaliar se os tiros partiram de algum dos materiais recolhidos pela SDS.

Entenda o caso

No sábado (16), Alexandre Farias saiu do trabalho e tinha acabado de deixar um supermercado quando foi atingido por um disparo, efetuado durante uma perseguição policial contra assaltantes. Durante a fuga, os envolvidos no crime atropelaram dois profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que faziam um atendimento no Alto do Moura.